Review: “Dangerous Woman (Tenth Anniversary Edition)” de Ariana Grande

“Dangerous Woman (Tenth Anniversary Edition)” de Ariana Grande
Gênero: Pop
Gravadora: Republic Records
Data de lançamento: 20 de maio de 2026

10 anos de “Dangerous Woman”: o disco que consolidou Ariana Grande como a vocalista de sua geração

Neste ano de 2026, o disco “Dangerous Woman” completou 10 anos desde seu lançamento. Após 10 anos, o que sobrou dele e ficou como memória foi: este disco consolidou Ariana Grande como a vocalista de sua geração.

Após estrear em 2013, as comparações com a diva vocalista Mariah Carey oriundas da semelhança vocal abraçada em “Yours Truly” provocou uma análise na crítica especializada na época de que Grande seria a nova Carey, mas há quem dissesse que ela estava apenas de passagem e não para ficar.

Em seu segundo disco, “My Everything” (2014), Grande foi se desviando do R&B contemporâneo para o pop puro quase como uma rendição às ordens da Republic Records – que é sua gravadora até hoje – na tentativa de inserir forçadamente seu repertório sonoro junto com artistas em alta da época como Katy Perry, Taylor Swift, Justin Bieber e Carly Rae Jepsen, alguns deles gerenciados também por Scooter Braun à época.

Bom, Grande não deixou de ser uma vocalista potente ao se integrar ao estrelato pop, mas as comparações com Carey haviam cessado, já que Mariah não pareceu contente com as comparações, algo que vimos que está superado entre as duas nos dias de hoje. Relembre o comentário de Carey em 2014 aqui: 

Apesar do álbum de estreia de Grande estrear em 1° lugar no ranking semanal de álbuns mais consumidos nos EUA, a Billboard 200, a longo prazo não trouxe um retorno numérico significativo para a Republic Records, forçando-a a se curvar para a sonoridade pop e barulhenta dominante na música pop em 2014. Em 2013 para a MTV, Grande dizia que sonhava em ser uma artista com sonoridade R&B como India.Arie, Imogen Heap e Alicia Keys, mas este caminho foi desviado a partir de seu segundo disco, como mencionado anteriormente.

Bom, apesar da sonoridade pop adotada em seu segundo álbum, sua voz permaneceu potente, estridente e cheio de ornamentos que ainda a remetia à Carey, mas sonoramente, não havia como compará-las. “My Everything” produziu 5 grande sucessos, sendo 4 deles top 10 na Billboard Hot 100 (“Problem”, “Break Free (feat. Zedd)”, “Love Me Harder (feat. The Weeknd)” e “Bang Bang” (com Jessie J e Nicki Minaj), com exceção de “One Last Time” que atingiu a 13° posição no ranking.

Ariana já estava se estabelecendo como uma notória artista que casava bem sucessos com uma grande voz, algo que não havíamos visto desde a estreia de Lady Gaga em 2008, cinco anos antes. 

Em “Dangerous Woman” (2016), seu terceiro álbum de estúdio, Grande dobrou a aposta num pop obscuro eletrizante misturado com R&B que testava sua voz até o topo de sua tessitura em faixas como “Dangerous Woman”, “Leave Me Lonely” e “Touch It”. Além da voz super potente,  a estética rebelde e obscura que se distanciava substancialmente de seus discos anteriores causou ainda mais destaque à artista em ascensão que ela estava se tornando. Nesta era, a qualidade e reconhecimento de sua voz passaram a ser incontestáveis. 

Performances de músicas como “Dangerous Woman” e “Into You” são até hoje ovacionadas por fãs e admiradores da voz de Grande quase como um culto religioso aos vocais potentes e à sonoridade “próxima à perfeição da música pop”.

Hoje, a artista vencedora do Grammy está em seu oitavo álbum intitulado de estúdio “petal”, prestes a ser lançado no próximo dia 31 de julho e mal podemos esperar para escutar o que a voz da geração tem a dizer.

NOTA:

Escute “Dangerous Woman (Tenth Anniversary Edition)” de Ariana Grande aqui:

Deixe um comentário