
Gênero: Pop / R&B
Gravadora: Interscope Records
Data de lançamento: 1° de agosto de 2025
Em seu segundo álbum de estúdio, Reneé Rapp reafirma que seu talento vai além das telas. “BITE ME” é um disco positivo que possui poucas falhas.
No último dia 1° de agosto, a atriz, cantora e compositora Reneé Rapp lançou seu segundo álbum de estúdio intitulado “BITE ME”, 2 anos após seu álbum de estreia, “Snow Angel” (2023).
“BITE ME” é um disco majoritariamente pop com presença notável de R&B (especialmente na postura vocal). Além de cantora, Reneé também é atriz, atuando em séries como “The Sex Lives of College Girls” (2021) do HBO Max e no filme remake de “Meninas Malvadas” (2024) da Paramount Pictures.
Atua na produção do disco Alexandre 23, Carter Lang, Emile Haynie, Omer Fedi, Henry Kwapis, Juliano Bunetta, Vaughn Oliver, Solomonophonic e o popular Ryan Tedder. Os envolvidos na produção entregam um pop característico bem pensado com instrumentais bem encaixados e arranjos sintetizados que não poluem a sua escuta. Entretanto, melodicamente o disco pode soar um pouco genérico e nada original, porém tudo é muito bem feito por aqui.
O destaque neste disco é a voz de Reneé, a voz afinada, cheia de ornamentos e que é muito bem usada nas faixas, especialmente nas que possuem mais elementos de R&B. Os arranjos melódicos conversam de forma coesa com os vocais e o lírico (logo citado em breve nesta análise).
O álbum possui 12 faixas com uma duração de 33 minutos e 22 segundos. É compreensível que os álbuns musicais tenham ficado cada vez mais curtos, é uma tendência da indústria em meio a tantos vídeos curtos como TikTok e reels do Instagram, porém em alguns momentos nos finais das canções soa corrido corrido, como se a brevidade das faixas devesse ser seguida religiosamente.
O álbum inicia-se com o single carro-chefe “Leave Me Alone” que parece ter saído direto de uma abertura de série adolescente da Netflix ou até mesmo de “The Sex Lives of College Girls”, um pop/rock a gosto de Olivia Rodrigo que liricamente não tem muito a dizer além de debochar de seu empresário cobrando “cadê o single do álbum?”.
A seguir, temos “Mad”, segundo single do disco que também segue a cartilha do carro-chefe, porém ainda não empolga. Tudo por aqui é alto (em sentido de volume mesmo) e faz você pensar que talvez esteja escutando a trilha sonora de “Eu Nunca…” (2020 – 2023) da Netflix, mas calma que irá mudar…
Então somos introduzidos à melhor faixa do disco, “Why Is She Still Here?”, uma balada R&B recheada de ornamentos vocais que prova que Reneé é sim uma cantora sólida que deve ser valorizada. Diante de uma voz de cabeça afinada, ela diz: “por que eu ainda estou aqui? / diga que me quer, tipo / ‘por que ela ainda está aqui?’ / eu preciso de você só pra mim esta noite / por que ela ainda está aqui? / do que mais você precisa quando eu estou bem aqui? / se você me quiser, tipo-”.
A partir de agora, o disco fica mais interessante de escutar até o final, como as faixas “Kiss It Kiss It”, “Good Girl”, “I Can’t Have You Around Me Anymore” e “I Think I Like You Better When You’re Gone”.
Liricamente, o disco não é tão impressionante, porém melodicamente pode soar agradável. Temas clássicos como vida amorosa são abordados aqui, porém como as faixas são curtas não há muito espaço para desenvolvimento lírico, portanto, não vemos o porquê em nos aprofundarmos se nem a artista optou por isso.
Em seu segundo álbum de estúdio, Reneé Rapp reafirma que seu talento vai além das telas. “BITE ME” é um disco positivo que possui poucas falhas.
NOTA:

Escute “BITE ME” de Reneé Rapp aqui: